Higner Mansur

Nasceu em Muniz Freire, sul do Espírito Santo, em 27 de fevereiro de 1948, filho de Manoel Mansur e de Maria Evangelina Mansur. Depois de morar com os pais e irmãos em Muniz  Freire, Cariacica, Barra do Itapemirim, Guaçui, Alegre e Castelo, mudou-se, em 1966, aos 18 anos, para Cachoeiro de Itapemirim (para freqüentar a primeira turma da Faculdade de Direito – FDCI), onde ainda mora a e diz que não vai sair nunca.

Foi funcionário concursado da SAAE, do INSS e do Banco do Brasil (onde se aposentou, sendo, na ocasião, advogado do banco). Foi Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, na administração Hélio Carlos Manhães (1971) e Secretário de Cultura e Turismo no governo de Theodorico de Assis Ferraço e, ainda, Chefe de Gabinete da Câmara Municipal (presidência Vereador Juarez Tavares Matta). No seu período de Secretário de Cultura, pela primeira e única vez (até 2009), funcionou a Lei Rubem Braga de Incentivo à Cultura. Foi nesse mesmo período que a Biblioteca Major Walter dos Santos Paiva (Casa dos Braga) mais recebeu livros adquiridos com verbas do Município (o registro é importante, pois é comum os prefeitos não adquirirem obras para compor a biblioteca pública, que sempre viveu de donativos dos intelectuais da cidade.

Foi Venerável Mestre da centenária Loja Maçônica "Fraternidade e Luz", de Cachoeiro, tendo ocupado nela, ainda, os cargos de tesoureiro e orador. Foi presidente da AABB de Cachoeiro e associado de diversas outras entidades, quase sempre ocupando cargos de direção. Atualmente é conselheiro do Conselho do Plano Diretor Municipal, indicado pela OAB. Indicado pelos intelectuais da cidade para participar como suplente no Conselho de Cultura do Município, teve seu nome vetado pelo então prefeito Roberto Valadão, sem qualquer justificativa oficial. Participa ativamente do Instituto Newton Braga, que está se organizando na cidade.

Recebeu, em 1997, o título de “Cachoeirense Presente nº 1”, outorga concedida anualmente pela Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, ao cidadão que se destaca na defesa dos valores do município, morando nele. Em 2008 recebeu, da mesma Câmara, a “Comenda Professor Deusdedith Baptista”, honraria concedida a cachoeirenses que se destacam na dedicação ao Direito. 

Cronista, iniciou-se em jornais estudantis de Castelo. Em Cachoeiro, escreveu no Correio do Sul, no Diário Capixaba e na Folha do Espírito Santo, este, o primeiro diário da cidade. Atualmente escreve na revista SETE DIAS (crônica semanal) e no diário ESPIRITO SANTO DE FATO (duas crônicas por semana) e é colaborador esporádico da revista de cultura CACHOEIRO CULT.

Advogado atuante nas áreas Cível (principalmente Bancária e Responsabilidade Civil) e Administrativa.

Foi Vereador em Cachoeiro, em dois mandados (um completo e outro em quatro meses). Participou ativamente da elaboração da Lei Orgânica Municipal e em diversas outras leis municipais. Não foi e nem é adepto da política tradicional de prefeito e vereadores trocarem favores entre si, com nomeações para cargos públicos. Enquanto vereador e político, nunca pediu cargos os favorecimento a quem quer que seja, mas considera que isso é da sua obrigação. 

Ocupa a cadeira 21 da Academia Cachoeirense de Letras - ACL, cujo patrono é Jerônimo Monteiro. Membro honorário da do Instituto Histórico de Cachoeiro de Itapemirim, publicou um livro de crônicas no final de 1997 ("Retrato de um ignorante", que pode ser lido ou baixado neste site). Editou os opúsculos  “Primeiro Centenário da Ponte Municipal” (relatório de governo municipal de Gil Goulart (1883), complementado por fotos e texto de Levy Rocha) e “História do Rio Itapemirim”

Tem mais de mil crônicas, a quase totalidade reproduzidas aqui. Seus assuntos prediletos para crônicas são: cultura, cidadania, direito, meio-ambiente, urbanismo etc. Suas crônicas sobre o Plano Diretor Municipal (PDM) e sobre a frustrada tentativa de construção em Cachoeiro de um Presídio Federal de Segurança Máxima (onde estão críticas acerbas às autoridades municipais), segundo opinião do cronista é sua melhor contribuição à cidade que o acolhe.

 

 

Crônicas de Cachoeiro, por Higner Mansur - 2009 - Todos os direitos Reservados

 

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